Currículo
 

Completou 25 anos de vida e de carreira ininterrupta o Grupo de Cantares Belaurora, da Vila das Capelas, Concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
De facto, como consequência duma Acção de Educação Permanente e de um pequeno curso de Noções Elementares de Música, nasce, a 17 de Maio de 1985, este Grupo de Cantares que, um mês depois, faz a sua estreia ao público. Ao longo dos restantes meses daquele ano, conta já com uma vintena de actuações, tal foi a aceitação que despertou no público micaelense.

Em 1987 lançou o seu primeiro trabalho discográfico, um LP intitulado "E do velho se faz novo!", editado também em cassete, e que rapidamente se esgotou.
De salientar que, ao longo de 1987, conta com 60 actuações, e faz a sua primeira viagem para fora do Arquipélago, para uma presença na Festa do Vinho, na ilha da Madeira.
Mantém uma média de cinquenta actuações por ano, sendo de destacar, em 1990, uma deslocação à cidade do Porto, para actuar na "Semana dos Açores", altura em que participou no programa televisivo "Às Dez" na RTP-Porto.

Em Abril de 1991, grava o seu segundo álbum (Angel Studio-José Manuel Fortes), que havia de ser editado, em vinil, pela UPAV (União Portuguesa de Artistas de Variedades) e, em 1992, em versão CD, intitulado "Cantos d'Outrora", com o qual concorre ao "Prémio José Afonso" promovido pela Câmara Municipal da Amadora, sendo finalista com Vitorino (1ºlugar), Júlio Pereira, Amélia Muge, Brigada Vítor Jara, GNR e Madredeus.

Em 1994, participa no " 8º Ciclo de Cultura Açoriana" que teve lugar na cidade de Toronto, no Canadá, merecendo destaque junto da comunidade açoriana “pela sua originalidade. Gente talentosa, delicada, atraente. Repertório rico, vasto, interessante”, como escrevia Humberto Ferreira in PORTUGAL ILUSTRADO, Mississauga, 31 de Outubro de 1994: “Dotados de uma simplicidade invulgar, actuam com vivacidade, ao mesmo tempo que cantam desinibidos de qualquer tipo de preconceitos, o que faz com que captem, automática e imediatamente, as simpatias gerais”, refere João Maria Camilo.

É também em 1994 que participa numa recolha de música popular portuguesa e açoriana, efectuada por uma equipa francesa, da qual surgem duas obras em CD: uma sobre Portugal “Voyage Musical” (1994), em que os Açores são representados com um trecho de música tradicional da ilha de São Miguel, interpretada pelo "Belaurora", e um outro sobre os Açores (1995), intitulado "Les Açores - The Azores" com quatro temas cantados pelo Grupo, e que mereceu referência na revista inglesa "Classic CD", edição de Janeiro de 1999, na rubrica "World Music Reviews".

É ainda em 1994 que o Grupo vê o seu álbum "Cantos d'Outrora" editado em França pela Sunset France, com o título de "Musiques Traditionelles des Açores par le groupe Belaurora" e que viria a ser distribuído por 52 países, incluindo a Austrália e o Japão.

Iniciados em 1994 e concluídos em 1995, decorreram trabalhos de estúdio para gravação do seu terceiro álbum discográfico, editado em CD e K7, nos finais de 1996, pela "Dínamo Discos, Lda" e que tomou o nome de "Entre Cantos e Marés".

Em 1995, destaque para a sua participação na Fatacil - XVI Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa (Algarve) e, em termos televisivos, no programa da RTP-2 - "Cantigas de Amigo" de Paco Bandeira e no programa "Arquipélago" da RTP-Açores, de J. Gabriel Ávila.

Ponto mais alto da sua carreira terá sido a actuação no Théâtre de la Ville, em Paris, no dia 25 de Fevereiro de 1996, integrado na "Saison 95/96", sendo a 5ª presença portuguesa no palco daquela casa de espectáculos, depois de Amália Rodrigues, José Afonso, Trovante e Madredeus.

Em 1997, destaque para a sua 2ª viagem ao Canadá, a convite da Associação Familiar e Cultural Capelense do Ontário, que promoveu o 1º Grande Picnic dos Capelenses. Vasco O. Santos escrevia no jornal SOL PORTUGUÊS: “subiram ao palco para o início de uma memorável exibição do que melhor existe na música da Região Autónoma dos Açores já que o BELAURORA há muito rompeu as barreiras da freguesia das Capelas para se tornar num dos mais lídimos representantes do folclore açoriano”.

Também em 1997 merece destaque a sua participação no Programa "Sinais" da RTP-1, transmitido para todo o mundo, via RTP-Internacional; e a deslocação à ilha de Santa Maria para actuar nas Festas Municipais, onde participou ocasionalmente no Programa de Rui Dias José, "Feira Franca", da RDP-Antena 1.

Em Junho de 1998 desloca-se à ilha da Madeira para um espectáculo integrado na XXIV Feira do Livro e, em Agosto, integra a delegação dos Açores à Expo 98, onde actuou no dia da Região, a convite da Direcção Regional da Cultura. Gustavo Moura, AÇORIANO ORIENTAL, de 6/8/98: o jornalista pôde testemunhar o grande sucesso popular da actuação do Belaurora, dirigido por Carlos Sousa, no “Promenade”. Êxito retumbante a todos os níveis.

No final de 1998, procedeu à gravação de 24 temas de música tradicional de todas as ilhas dos Açores, destinada à edição de 2 CDs, um dos quais faz parte (vol.8) da "Colectânea de Música Tradicional dos Açores", publicada por Emiliano Toste, e que foi lançado nos finais de 1999, intitulado "Cantorias"; o outro fora já editado e lançado em Maio do mesmo ano, sob o nome de "Lágrimas de Saudade", com o louvável apoio do Programa Leader II, através da Associação para o Desenvolvimento (ARDE) tendo merecido a seguinte referência na rubrica "Crónica y Crítica de Discos" da Revista FOLKESÍ, de Segovia-Espanha: “Uma das formações mais representativas das ilhas dos Açores, com um amplo historial de concertos e gravações. Seu fundador, o infatigável estudioso Carlos Sousa, rodeou-se de um numeroso grupo de cantores e instrumentistas, com o sopro e a corda como eixo fundamental que recriam com beleza e conhecimento os sons populares do arquipélago português. Uma boa ocasião para conhecer mais outra parcela do folclore vizinho”.

Participa, a convite da ARDE do Programa Leader, na Grande Mostra do Mundo Rural, que teve lugar na FIL, Parque das Nações, em Lisboa, a 10 de Julho de 1999.
A 14 do mesmo mês, canta na ilha do Corvo, a convite da sua Câmara Municipal, aquando da visita do Senhor Presidente da República àquela ilha. Carmo Rodeia, DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 16 de Julho: “Ao som dos Belaurora”, Jorge Sampaio dançou e cantou embalado pela letra dos “Olhos Negros” e até subiu ao palco tentando acertar a voz com os acordes musicais. O povo gostou e aplaudiu”.

A 25 de Maio de 2000, decorre o lançamento de um duplo CD, como forma de comemorar o 15º aniversário da sua fundação, designado "Quinze Anos de Cantigas", Antologia que inclui 44 temas do seu repertório gravado.

De 8 a 14 de Agosto está presente na Expo 2000, em Hannover, na Alemanha, onde actuou diariamente no Pavilhão de Portugal, tendo batido três recordes de visitantes ao longo daquela semana.

Em Abril de 2001, desloca-se, pela primeira vez, a convite do Bristol Community College, aos Estados Unidos, tendo actuado nas Universidades de Massachusets Dartmounth, BCC e Brown, na Casa da Saudade em New Bedford, na União Portuguesa Beneficente, na Sociedade Cultural Açoriana, no Portuguese Business Association, para alunos de português das cidades de East Providence e New Bedford, tendo feito a sua despedida na State House de Providence, onde foi alvo de uma recepção oferecida por Paul Tavares, tesoureiro do Estado.

Em Julho de 2002 representou Portugal na 19ª Edição Folk Segóvia, um Festival internacional de música de todo o mundo, que decorre todos os anos em Espanha, na cidade de Segóvia. A propósito, em 2003, o crítico Carlos J. Monje Pindado, na página do TierraFolk, diz: “Mencion especial a los grupos de Portugal, que todos los años estan representados en este festival. En mí opinión personal lo mejor del año pasado fue la presencia del desconocido hasta entonces en España grupo BELAURORA, una agrupación exquisita de la Azores, un numeroso grupo vocal que nos deleitó con maravillosas canciones del mencionado archipélago Portugués”.

Nos meses de Junho, Julho e Agosto de 2003, entra em estúdio (Emiliano Toste) para gravação de 22 temas, dois dos quais originais, destinados à edição de dois trabalhos discográficos: o primeiro foi lançado em Dezembro de 2003, com o nome de “Achados do Tempo”; o segundo “O Cantar que nos Embala”, em Dezembro de 2004.

Em Maio de 2004, integra uma delegação açoriana e desloca-se a Gran Canária, para um encontro com outras regiões da Macaronésia.

Em Outubro de 2004 participa, a convite da Associação Cultural “Sons do Lena” e da Câmara Municipal da Batalha, no IX Festival de Música Tradicional da Batalha, tendo actuado também em Leiria nas celebrações do Dia da Música.

Lança, em Maio de 2007, o seu primeiro DVD, intitulado “A Voz dum Povo” que pretende, para além da música, divulgar a beleza das ilhas açorianas, o labor e a alegria das suas gentes.

No Teatro Micaelense, em Abril de 2009, integra o conjunto de artistas açorianos que, em espectáculo único promovido por José Carlos Rodrigues, envolve muito do que, a nível musical, se produziu nos Açores, ao longo dos anos oitenta do século XX, cantando com o Orfeão “Stella Maris” de Toronto, o seu tema mais emblemático, o Velho Pezinho, de José Francisco Costa, com acompanhamento de uma orquestra de cordas formada, na sua maioria, por professores do Conservatório de Ponta Delgada.

Em Novembro de 2009, por convite expresso da RTP Açores e da RTP Madeira, vai ao Funchal e, no Casino Madeirense, actua na grande gala que foi a celebração dos 10 anos do Programa Atlântida, que, na Madeira, tem como apresentadora Maria Aurora Homem e, nos Açores, Sidónio Bettencourt.

Em Abril de 2010, entra em Estúdio para a gravação de novo trabalho discográfico, para comemoração dos seus 25 anos de fundação e de actividade. Ultima os preparativos do CD “Da Maior e da mais Alta”, com temas tradicionais das ilhas de São Miguel (a maior) e do Pico (a mais alta), que será lançado por alturas em que se perfazem os 25 anos da estreia ao público. Com edição de Emiliano Toste, grafismo de Helder Segadães (VerAçor) e produção de Carlos Sousa/Belaurora, inclui 12 temas do cancioneiro dos Açores e o original “Canto Emigrês” de António Prata.

Transmitido para todo o mundo, via RTP Internacional, é objecto de destaque e de enaltecimento no Programa Atlântida do dia 24 de Abril de 2010, que dedica todo o espaço dos 90 minutos do seu tempo de duração ao Belaurora, dando realce ao contributo que o Belaurora tem dado à divulgação da sua terra, através da música tradicional das ilhas dos Açores, o que constitui objecto do seu estudo e trabalho aturado ao longo da sua carreira.

Sob proposta do Deputado António Costa, da bancada do PSD, é aprovado, por unanimidade, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, um VOTO DE CONGRATULAÇÃO pelas bodas de prata, “pelo trabalho dos seus elementos, designadamente o papel do seu Director Carlos Sousa”.

Capelas, 15 de Junho de 2010



 

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